Dr. Mukwege breaks the silence in Porto Alegre by FRONTEIRAS DO PENSAMENTO

Dr. Mukwege breaks the silence in Porto Alegre by FRONTEIRAS DO PENSAMENTO
Denis Mukwege and Marcos Rolim (clik on the picture above - part 1)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013


Reuters/Reuters - Government army FARDC soldiers stand in a line in an army barrack as they return to Goma December 3, 2012. REUTERS/Goran Tomasevic







Por
LUCIANA MARTINEZ 


RIO - Uma das maiores cidades da República Democrática do Congo, na África, foi tomada por rebeldes no último dia 20 de novembro, em uma guerra que pode redefinir a região, mas tem pouca atenção da comunidade internacional. Dias depois de tomar Goma, capital de Kivu do Norte, membros da milícia M23 permitiram a volta de autoridades congolesas, mas o clima na cidade ainda é de medo e tensão (os rebeldes estariam ainda a menos de 2 quilômetros da região). O governo acusa Ruanda, a menina dos olhos de ouro do Ocidente na África, de inflamar o conflito, e analistas da ONU denunciam a participação do presidente ruandês, Paul Kagame, na desestabilização do leste do Congo, região rica em minérios.

Para analistas, o apoio de Ruanda ao M23 tem raízes históricas e econômicas. A região do Kivu é rica em minérios e, há anos, Kigali se aproveita ilegalmente dos recursos do país vizinho. Estima-se que o governo ruandês tenha ganhado milhões de dólares apoiando movimentos rebeldes congoleses que controlam minas no país e contrabandeiam minérios para Ruanda, que os exporta para o resto do mundo. Além disso, os rebeldes do M23 são em grande maioria tutsi, mesma etnia dos que hoje governam Ruanda e que nos anos 90 foram massacrados pelos hutus.O Movimento 23 de Março, conhecido como M23, é formado por uma milícia que conta com antigos membros do Congresso Nacional pela Defesa do Povo (CNDP), um movimento armado fundado pelo general tutsi Laurent Nkunda. Eles acusam o governo de não cumprir o acordo de paz de 2009, mas não especificam termos para negociar com o presidente Joseph Kabila e desde abril passado lançam uma ofensiva contra o leste do país. Nkunda e a milícia M23 são acusados de uma série de graves violações de direitos humanos, como estupros em massa e o recrutamento de meninos-soldados.
- Sendo largamente de etnia tutsi, esse movimento recebe forte apoio logístico, financeiro e de armamento diretamente de Ruanda; acredita-se que a cadeia de comando vá até o próprio ministro de defesa em Kigali - explica o professor de Relações Internacionais da PUC-Rio Kai Michael Kenkel, acrescentando que Uganda também envia ajuda ao M23. - O M23 enfrenta regularmente as Forças Democráticas para Libertação de Ruanda (FDLR), organização hutu herdeira dos perpetradores do genocídio em Ruanda.
Apesar das denúncias do governo do Congo e da própria ONU, Ruanda nega envolvimento com o M23, mas não esconde simpatias pelo movimento. A chanceler ruandesa, Louise Mushikiwabo, por exemplo, disse em meados de 2012 que seu país deveria exercer algum tipo de controle no leste do Congo, já que historicamente o território pertenceria a Kigali. O presidente Paul Kagame, por sua vez, se recusa a condenar os rebeldes, ignorando a pressão internacional.
A menina dos olhos de ouro do Ocidente
Desde o genocídio de tutsis, em 1994, a comunidade internacional defende Ruanda, negando os relatos de influência no conflito no Congo. A cada ano, Kigali recebe cerca de US$ 1 bilhão de ajuda internacional, o equivalente a quase metade de seu orçamento anual. Em julho, vários governos ocidentais suspenderam o envio de verbas para Ruanda, após relatos de que o país estaria armando os rebeldes no Congo, mas muitas instituições internacionais, como o Banco Mundial, continuam a dar empréstimos para o governo de Kagame.
- Apesar de vários governos ocidentais condenarem fortemente o apoio da Ruanda ao M23, o governo americano hesitou em fazer o mesmo e só nesta semana condenou o movimento. Alguns estimam que a força motriz desse apoio (Ruanda) seja um sentimento de culpa para com os tutsi, atualmente no poder, depois de terem se recusado a agir para pôr fim ao genocídio contra esse povo em 1994 - explicou o professor Kenkel. - Além disso, Washington confia na pessoa de Kagame para manter o difícil equilíbrio no país e prefere o diálogo construtivo a uma condenação pública pela ONU.
Alguns países dizem que pressionar Ruanda poderia gerar ainda mais instabilidade na região, um argumento que parece ignorar o papel de Kigali na desestabilização do Congo. Em artigo para a “Foreign Policy”, o jornalista indiano Anjan Sundaram, autor do livro “Stringer: a reporter's journey in the Congo” (que será lançado no ano que vem), acusou organizações de ajuda humanitária de ter medo de perder o que consideram um modelo de desenvolvimento na África: desde 1994, Ruanda vem apresentando constante crescimento econômico.
A retomada do conflito em abril passado pôs fim aos poucos anos de gradual progresso no leste do Congo, onde algumas regiões perto de Goma tinham sido estabilizadas, pela primeira vez desde 1996. No último dia 15, o presidente congolês, Joseph Kabila, prometeu uma iniciativa para unir o país.
Hoje, rebeldes e representantes congoleses tentam negociar uma saída para o conflito em Uganda. Kabila afirma que o diálogo deve “estabelecer e esclarecer responsabilidades”, mas não deu detalhes sobre o andamento das negociações e é difícil de se imaginar um fim pacífico para o conflito. Enquanto isso, quem mais sofre é a população.
- Minha família e eu estamos cansados de guerra. Vimos exércitos do governo e de diferentes grupos rebeldes, agora isto (o M23 em Goma). Não temos escolha. É um problema de liderança - disse um morador de Goma, de 50 anos, ao portal Irin, logo após a invasão de novembro.

Fonte: 
http://oglobo.globo.com/mundo/congo-guerra-que-voce-nao-ouviu-falar-em-2012-7144152

REUTERS )
Publicado:

Um menino congolês desabrigado aguarda do lado de fora da barraca de sua família durante uma distribuição de comida realizada por organizações humanitárias, em Mugunga, neste sábado (24). Milhares de pessoas foram deslocadas por conta da guerra entre o grupo rebelde M23 e as forças do governo
Foto: TONY KARUMBA / AFP
Um menino congolês desabrigado aguarda do lado de fora da barraca de sua família durante uma distribuição de comida realizada por organizações humanitárias, em Mugunga, neste sábado (24). Milhares de pessoas foram deslocadas por conta da guerra entre o grupo rebelde M23 e as forças do governo TONY KARUMBA / AFP
CAMPALA - Chefes de Estado da África pediram, neste sábado (24), aos rebeldes da República Democrática do Congo que parem a guerra e deixem a cidade de Goma, tomada pelo grupo nesta semana.

Os líderes se encontraram na capital de Uganda, Campala, para tentar encerrar o conflito, depois que rebeldes do M23 disseram que planejavam “libertar” o grande país do centro africano. O M23 teria o apoio de Ruanda, mas o país nega.
O comunicado dos presidentes pede que o M23 pare de falar em derrubar o governo eleito e “interrompa todas as atividades de guerra e deixe Goma”. Jean-Marie Runiga, chefe político do M23, que tomou a cidade de Goma nesta semana, também estava em Campala, mas não disponível para comentar o assunto.
A nota ainda afirma que os rebeldes devem retirar suas forças a pelo menos 20 quilômetros (12 milhas) ao norte de Goma e que a missão da ONU para a República Democrática do Congo, a MONUSCO, deve vigiar a zona.
A declaração também pede que governo congolês ouça e resolva as queixas dos rebeldes.
Não está claro se Runiga se encontrará com o presidente do Congo, Joseph Kabila. Kabila e os presidentes da Tanzânia, Yoweri Museveni, e o do Quênia, Mwai Kibaki, participaram do encontro. O de Ruanda, Paul Kagame, não participou, mas a ministra das Relações Exteriores, Louise Mushikiwabo, representou o chefe de Estado.
Os líderes resolveram implantar uma força da ONU em Goma, para ocupar e dar segurança à zona neutra entre Goma e as regiões tomadas pelo M23.
Goma é sede de uma força da ONU que tem o objetivo de ajudar as tropas do governo a proteger civis. O comunicado também disse que a polícia foi desarmada em Goma pelo M23, e que deve ser rearmada para continuar trabalhando.
Os rebeldes, porém, não deram sinal de que estão dispostos a atender os pedidos dos chefes de Estado. Segundo o jornal "The New York Times", neste sábado, o exército rebelde continuou a avançar no território do governo do Congo, enviando tropas para cercarem a pequena cidade de Minova, um trampolim para o próximo grande prêmio, Bukavu, uma das maiores cidades do leste do Congo.
Confrontos poderm acontecer a qualquer momento, disseram os rebeldes na noite deste sábado, já que as posições rebeldes e do governo estão a poucos quilômetros de distância.
"Por que deveríamos negociar com o governo?", Disse Bertrand Bisimwa, um porta-voz do grupo M23. "Eles estão falando de paz, mas mostrando-nos a mão da guerra".
Os desafios dos rebeldes em Goma
Horas antes de rebeldes tomarem a cidade de Goma, no leste do Congo, na última terça-feira (20), mais de mil prisioneiros abriram um buraco no muro da prisão e fugiram.
“Isso terá um grande impacto na segurança da cidade”, disse um magistrado local que não quis se identificar à agência de notícias Reuters.
Segundo o veículo de imprensa, a fuga em massa de presos é um exemplo dos desafios que o movimento rebelde M23 enfrenta, agora, para manter e administrar Goma e o território que ocupou em uma região muito disputada por suas riquezas minerais.
Os insurgentes do M23 tomaram a cidade depois que forças do governo abandonaram suas posições. Tropas de paz da ONU disseram que não poderiam defender a cidade, argumentando que tinham um mandado limitado. Mas os rebeldes precisam de segurança e de uma administração funcional se querem ganhar apoio.
Em um sinal de que os nervos ainda estão tensos, tiros no meio da tarde, nesta semana, fizeram com que os moradores corressem em busca de abrigo nas ruas enlameadas da cidade.
“Normalmente, essa estrada é congestionada, não dá para se mover. Mas olhe para ela hoje”, disse Georgette Bithondo, que vendia gasolina em garrafas plásticas. “Estamos sofrendo, estamos assustados”, acrescentou.
Atrás dela, carregadores sentavam-se ociosos em seus carrinhos de madeira. Bancos e várias lojas permaneceram fechados, quatro dias depois da entrada dos rebeldes.
Os preços dos alimentos estão subindo também. Uma medida de feijão, um alimento básico, agora, custa mil francos congoleses (US$ 1,07). Há uma semana, custava 800 francos. Enquanto isso, a farinha está 50% mais cara, a 500 francos uma medida nos mercados - tudo isso em um país onde 80% da população vive com menos de um dólar por dia.
Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/lideres-africanos-pedem-que-rebeldes-acabem-com-guerra-no-congo-6822814

quarta-feira, 7 de novembro de 2012



Dr. Mukwege Fights Back




02 de novembro de 2012

Dr. Denis Mukwege no Hospital Panzi, no Congo.

Nicholas D. Kristof/The New York TimesDr. Denis Mukwege at the Panzi Hospital in the Congo.

For the past 16 years at the Panzi Hospital in the Democratic Republic of Congo, my staff and  I have been treating women who have been victimized by sexual violence, which has been systematically used as a weapon of war in the armed conflict that has ravaged our country.  Rape is one of the most deadly weapons of war, destroying families and communities and future generations, as well as the women brutally targeted.  Last year I had some hope that the situation was improving, but since the beginning of this year the security situation has again deteriorated and victims of sexual violence have started coming to the hospital again in greater numbers.
In our hospital near Bukavu, we have been helping women not only with medical treatment but also with psychological counseling, legal representation and financial support.  We work to address all the consequences of the sexual violence they have suffered, but none of the causes of this violence which bring the women back to the hospital again and again.  So now I am trying to use my voice, domestically and internationally, to address the causes of this violence and to call for peace and justice. I have attended many conferences in Europe and the United States on sexual violence in armed conflict and specifically on the situation in Eastern Congo.
A few weeks ago, I was attacked and almost killed in my home, which is in one of the most guarded and secure areas of Bukavu.  I had gone to accompany a patient who had come to see me for medical advice, and when I returned I was met by heavily armed men who forced me out of my car.  They had been in my house and forced my children onto the sofa at gunpoint, which is how I saw them when I arrived. I found myself with a gun to my head, and just as the gun was loaded and ready to shoot, a member of my staff heroically intervened to save me.  He shouted and came running to jump on this armed intruder, who turned and shot him.  He fell down, I fell down, and I can’t really remember what happened after that.  I realized he was shot, and I saw him give his life for me.  The attackers then got in the car and left.

Neither I nor anyone in my family have been questioned about this incident in an effort to find out who is responsible.  The lack of investigation is symptomatic of the indifference that prevails in my country. After this attack many people have demanded the assurance of my security – this has been very helpful to me, but my security is not the real issue. It is not enough to assure my security, if even that can be done, when women are being violated with impunity on a daily basis.
For 16 years, these women have come to the hospital time after time, and each time, following medical treatment, I have urged them to go back to their villages.  But after what has happened to me, I have a new understanding.  I have seen what has been done to them. I have heard them tell me that armed attackers raped them and killed their husband, raped them and killed their children. I now understand this in a different way and my thoughts are with the women of my country who have suffered so much.
We talk about them as numbers and we don’t fully appreciate that they are individual human beings who have each been through a horrifying and destructive experience.  Every one of these women should have the attention of the international community that I have received.  The violations continue because of indifference on the part of our government and inaction by the international community – this happened to someone else.  But really, it happened to one of us. We all belong to the same family of human society.
In the Congo, we have tried to make peace and we have sacrificed justice for the sake of peace. But today we have neither peace nor justice. And the problem is that the present Congolese army has been put together by the integration of former armed rebels who are responsible for rape and pillage.  Perpetrators have been given the job of protecting their victims – it is a death sentence.  It cannot work and we need international support to help our country make the security system function.
The dedicated and courageous staff who work at Panzi Hospital are scared, and my thoughts are with them.  I want them to respond to this hatred with love because I think that it is the only way we can make a difference.  If they continue to do what they do with love and care I have to believe that peace and justice will prevail.  Violence can only create violence.
I believe that together we can conquer this hatred and we can help the Congo end the long standing armed conflict that has caused so much suffering and so much destruction. This is an easy problem to solve. It is fundamentally a question of political will, not only at the Congolese level but at the regional level and the international level. At the international level there is much talk of the conflict as a problem, and one United Nations report after another has clearly stated the problem.  With political will we can solve the problem but unfortunately this political will is lacking.
We do not need more proof of what is happening, we need action to stop it, action to arrest those responsible for these crimes against humanity and to bring them to justice.  We need unanimous condemnation of the rebel groups who are responsible for these acts, and we need concrete action with regard to member states of the United Nations who support these barbarities from near or afar.  All the elements are there to put an end to an unjust war that has used violence against women and rape as a strategy of war.  Congolese women have a right to protection just as all the women on this planet.  It is an honor for me to serve these courageous survivors, these women who resist, these women who despite all remain standing.
Denis Mukwege is the Medical Director at the Panzi Hospital in the Congo.

Comments [...]


  • Milton Paulo de Oliveira
  • Brasil - Porto Alegre


Dear Mukwege, who writes here is your friend and colleague Milton Paulo de Oliveira. In your home in the Congo, where he suffered this terrible violence ,I was received by you and your wife on a Saturday morning, and in a way I will never forget. You're the kindest and most courageous person that I've met . We, in fighting for your cause, fighting for the dignity of all of us. The fact that local authorities are not investigating the attack shows us how far we are from a solution to the Congo. is a very difficult battle, but not impossible. Be assured that we your friends in Brazil will continue to multiply that voice with so much effort you have brought to our country. I regret the loss of life in this attack and hope you and your family find the strength to continue. Before arriving in Brazil in 2010, I wrote about our meeting in Congo and the title of my article was: A Quixote in the Heart of Africa. The more time passes, the more I see that Don Quixote. However, I see not only in Africa. Now I see that noble knigh in the centter of your heart. Your forever friend, Milton Paulo.


An Attack on One of My Heroes, Dr. Denis Mukwege


One of my heroes is Dr. Denis Mukwege, a Congolese doctor who repairs fistulas and is a ferocious advocate for women and for his country. I’ve suggested that he deserves the Nobel Peace Prize—and I was horrified to learn that tonight four armed gunmen attacked him at his home, murdered his guard and shot at him. He seems to have narrowly escaped death.
Dr. Mukwege presumably was targeted because of a strong speech he gave at the United Nations last month, denouncing mass rape in Congo and the impunity for it. President Kabila has long been angry at Dr. Mukwege, and the UN speech can’t have helped. Meanwhile, Dr. Mukwege has also offended Rwanda with his denunciations of Rwanda’s role in the slaughter and rape in eastern Congo.
Although he is a skilled surgeon who could easily have left for other countries, Dr. Mukwege has toiled in Congo at the hospital he started in Bukavu, Panzi Hospital. Here’s an article I wrote about his work repairing fistulas there. But Dr. Mukwege doesn’t just repair individuals: He concluded that “there is no medical solution,” and so he has become an advocate for peace and for his country.
I hope the UN force in Bukavu will protect Dr. Mukwege and the Panzi Hospital for the time being. I hope foreign ambassadors will visit his hospital to show solidarity. Here’s a statement by Physicians for Human Rights, which works with Dr. Mukwege at Panzi Hospital. And I hope that Dr. Mukwege some day will get the Nobel Peace Prize for the humanitarian work he continuously risks his life to advance.

15 Comments [...]


    • necworld7
    • Washington, DC
    What a truly horrifying article to read. A doctor who dedicates his life to helping and saving women is attacked as part of an assassination attempt. So many horrifying aspects to this - the resources being fought of, the women being brutalized and women's obstetric fistula. While I think there are many, many things that we in the West do not understand, Obstetric Fistula is perhaps one of the least understood. Why? Because this no longer happens to "Western Women" - it has been eliminated as a problem. Instead, women in poor countries like the DRC continue to face Obstetric Fistula as a reality in the birth process. Often, in addition to the fistula, these women lose their children in childbirth. Worst, perhaps, once their fistula occurs, they often suffer for years and are ostracized by their families and communities. These women are already among the poorest of poor. If you would like to learn more about Obstetric Fistula and what you can do to help these women, please visit the Fistula Foundation's website:http://www.fistulafoundation.org/ (No, I do not work for the organization, but I do admire this group for their work.)

    • M. Middleberg
    • Washington, D.C.
    This important blog depicts a sad incident in a much larger problem, which is widespread violence against health workers and health facilities under conditions of armed conflict. The Safeguarding Health In Conflict Coalition (www.safeguardinghealth.org) has been created by leading NGOs to address this under-reported problem. Our goal is to promote adherence to international humanitarian and human rights laws that protect health facilities, health workers, ambulances and patients during conflict.

    Violations of these laws are all too common and take many forms. These include violence against health workers, obstructions to health care delivery, invasions and attacks on health facilities, and misuse of medical facilities and symbols to mask parties to conflict.

    At the May 2012 World Health Assembly, the World Health Organization was given a mandate to begin systematic data collection on violence against health in situations of armed conflict. The most important step that could be taken to prevent attacks against health providers like Dr. Mukwege is to ensure this mandate is fulfilled. Information is the key to prevention, mitigation and protection, as well as to holding perpetrators accountable. We urge those interested in this issue to visit the Coalition web site and encourage the WHO fulfill its mandate. The US government, which has taken a very constructive approach, has a critical role to play given its seat on the WHO Board of Directors.

      • Milton Paulo de Oliveira
      • Brasil - Porto Alegre
      Dear Kristow, I'm Brazilian surgeon and a humanitarian mission by Smile Train in Bukavu met Dr. Mukwege. I was received kindly at his home with his wife. I invited him through a wonderful cultural project called Frontiers of Thought. His speech in Brazil was exciting and impactful. I received it at my house in Porto Alegre. It's the kindest person I ever knew. You know him and know what I'm talking about. At the time I wrote an article called: A Quixote in the Heart of Africa.http://amanipucrs.blogspot.com.br/p/quixote-in-heart-of-africa.html Increasingly, I can not see it otherwise. I knew the attack Mukwege and his wife and daughter, as well as the murder of his friend. Because of his struggle for human rights in Africa their life is in danger every day. I try to establish cooperative ties with Brazilian institutions and Panzi Hospital, but the indifference and ignorance of the true hero is too big. Sadly. I appreciate your commitment to showcasing the work of this hero and also hope that the Nobel Prize do less politics and values ​​who truly deserves. Milton Paulo de Oliveira

    segunda-feira, 27 de agosto de 2012


    The Observer


    O médico que cura as vítimas de estupros do Congo de guerra


    Ginecologista Denis Mukwege opera em uma guerra onde a agressão sexual é usada como arma
    Denis Mukwege
    Dr. Denis Mukwege no Panzi hospital em Bukavu. Fotografia: Alex Duval Smith para o Observer
    Profunda no leste do Congo, no meio de um conflito que plumbs as profundezas da crueldade humana, um médico em um hospital único andar é manter viva a esperança. Ginecologista Denis Mukwege tira sua força, diz ele, a partir do espírito indomável dos mais enfraquecido das vítimas - as mulheres estupradas em um ato calculado de guerra que chegar ", quebrado, esperando a morte, escondendo seus rostos", em seu hospital. "Muitas vezes, eles não podem falar, andar ou comer", diz ele.
    Uma guerra de 14 anos que é, na verdade, uma continuação do genocídio que ocorreu na vizinha Ruanda tornou-se um "gynocide", em que o estupro é usado para rasgar os laços de uma comunidade distante e facilitar o acesso à riqueza mineral.
    Nesse ambiente volátil, de 55 anos de idade, Mukwege e sua equipe têm reparado cirurgicamente mais de 20.000 mulheres, dos milhares que foram estupradas-guerra na região do Congo dos Grandes Lagos."Rape", diz ele, "destrói as mulheres além dos limites do descritível."
    No entanto, seus pacientes manter inspirando-o a reforçar o seu compromisso. "Alguns anos atrás, uma mulher veio para nós, que havia sido estuprada e tinha pego o HIV", diz ele. "Ela chegou com seus cinco filhos, e nós tratado. Quando ela saiu, ela foi dada $ 20 para ajudá-la em seu caminho. Outro dia ela me convidou. Ela comprou um pedaço de terra, construiu uma casa, pagou um dote para o casamento de seu filho e tem 1.000 dólares ela quer passar em uma viagem de negócios no exterior. Ao ver a determinação de que pode existir dentro de alguém a quem um tentou destruir, você quer lutar ao lado deles. "
    Panzi hospitalar se senta em uma arborizada estrada de terra em um subúrbio de Bukavu, capital da província de Kivu do Sul, construído pelos belgas para se assemelhar a uma cidade de Ardennes. Simples, mas limpo e bem organizado, o hospital de 400 leitos, é um refúgio de sanidade em um ambiente doente. Mukwege construiu-se a partir do zero em 1999, após seu hospital anterior em Lemera, 300 quilômetros de distância, foi destruído.
    Mukwege é alto, sua altura exagerada por seus tamancos pretos - um lembrete do tempo que passou na Suécia, onde toda a equipe médica usá-los. Ele tem uma voz profunda, um ouvido pronto e um brilho infantil no olhar quando as coisas ficam tensas. Pipped para o Prêmio Nobel da Paz 2009 pelo presidente Barack Obama, ele é adorado aqui e enfrenta uma avalanche de cumprimentos em suas rondas diárias.
    Em sua mesa, a lâmpada é vintage Ikea, fornecido pelo exército sueco.Mukwege, filho de um pastor que treinou no Burundi e na França, atraiu sobre os seus contactos na igreja Pentecostal configurar Panzi."Quando eu tinha oito anos, eu acompanhava meu pai para ver um menino que estava doente. Ele orou para o menino, mas, para minha decepção, ele não lhe deu remédio. Ele disse que foi o trabalho do médico. Então eu disse a ele que se tornaria um médico para que as pessoas que oraram por ficaria melhor mais rapidamente. "
    O terceiro dos nove filhos, ele optou por ginecologia no início de sua carreira, depois de ver a dor no parto suportou - entregas especialmente forçados, devido à falta de disponibilidade de cesarianas - pelo rurais as mulheres congolesas. Ele diz que sua fé em Deus ajuda-o a enfrentar a noção depravada do estupro como arma de guerra em um conflito, onde as forças de todos os lados, geralmente, têm um rifle entre três soldados. "É a obra de Satanás. Ele é mau. Numa guerra convencional, se alguém é morto por uma bala, não pode haver luto ea vida se move sobre. Com estupro, os efeitos podem surgir 15 anos depois."
    Ele acredita que a guerra no leste do Congo - que começou em represália contra os perpetradores do genocídio de Ruanda em 1994 e evoluiu para uma corrida frenética de riqueza mineral, especialmente para o premiado colombo-tantalita (coltan), fundamental para a produção de microchips - tem sido permissão para continuar por causa da discriminação por parte da comunidade internacional. "Os eventos indescritíveis aqui quantia para a pior forma de terrorismo. Em qualquer outra parte do mundo, a comunidade internacional teria posto um fim a isso. Justiça internacional não está fazendo seu trabalho aqui. Há pessoas em algumas partes do mundo que acreditam que outros seres humanos - os africanos - de alguma forma têm uma maior limiar da dor, que amam os seus filhos menos, que selvageria para eles é normal, ou estuprar culturalmente aceitável ".
    A poucas centenas de metros do hospital, Mukwege criou uma casa segura, onde os pacientes, depois do aconselhamento, são ensinadas costura, tecelagem e sabão de tomada de habilidades. Mulheres estupradas precisa para se tornar auto-suficiente, porque eles são muitas vezes rejeitadas por seus maridos e famílias.
    Os sobreviventes de estupro que passam por Dorcas Casa com idade entre dois e 80 anos. Um de 15 anos de idade, conta a sua história enquanto lutam para pacificar seu filho de 18 meses de idade, concebido depois que ela foi levada de sua aldeia por homens armados e forçado a ser uma "esposa" por vários meses. "Eu não posso voltar para a minha aldeia. Tenho medo que me levará de novo. Ouvi recentemente que eles levaram meus primos. Eu também não sei se a minha tia, que é meu único parente vivo, iria me levar, ou aceitar Baraka ", diz a menina, que, apesar de ter tido um filho concebido com ódio, deu-lhe um nome que significa" bênção ".
    Mukwege diz agressão sexual é comparável à guerra biológica como uma tática de extermínio. Ele diz que há uma política para fazer pais e filhos assistem os estupros. Para tornar a mulher estéril, os estupradores completar a brutalidade, disparando uma bala na vagina ou rasgar suas paredes usando um rifle ou galho de árvore.
    Há sinais de que a comunidade internacional está acordando para este conflito, o que pode ter reivindicado até quatro milhões de vidas - mais do que qualquer outra desde a segunda guerra mundial. Depois de um ataque frenético em julho, em que 300 mulheres foram estupradas durante três dias em Walikale, no norte de Kivu, as Nações Unidas no mês passado enviou uma delegação para investigar. Na França, Callixte Mbarushimana, o líder político do Democráticas Forças de Libération du Rwanda (FDLR) foi preso sob um mandado de Tribunal Penal Internacional que cita estupro entre as acusações. Mas este mês, alegando uma necessidade renovada para conter o caos, Ruanda já teria rescindido em um acordo feito em setembro e enviou tropas para o outro lado da fronteira em três províncias do Kivu.
    Como muitos em seu país, Mukwege acredita que a comunidade internacional prefere ter uma Congo devastado pela guerra que pode ser pilhada do que aquele que, por seu tamanho e recursos naturais, poderia tornar-se poderoso. "A história está se repetindo", diz ele. "Um século atrás, o mundo precisava de borracha para pneus e 10 milhões de pessoas morreram em plantações rei Leopoldo. Agora quer minério de coltan para os microchips de telefones e gadgets, e do Congo é o lar de 70% das reservas."
    Em seu jaleco branco, um crachá dado a Mukwege por uma organização judaica gritos por um fim ao cinismo: "Não ficar de braços cruzados", diz.No Panzi, a mensagem parece ter atingido a todos. "O outro dia havia um rumor de que a minha casa tinha sido atacado. Quando cheguei ao hospital, eu vi três meninas com deficiência que eu conhecia porque são pacientes, esperando por mim.
    "Os adolescentes começaram a abraçar-me e dizendo que tinha ouvido falar que a minha vida estava em perigo. Eles explicaram que tinham vindo para me defender. Que eu tinha lágrimas nos meus olhos. Essas meninas deficientes queria me ajudar, um homem grande e forte. Este é o que eu sinto o tempo todo de quem vem para o hospital -. o desejo de manter amoroso, para continuar a dar, mesmo quando alguém tentou tira-lo de toda a dignidade e os valores de sua Você não pode abandonar as pessoas como esse ".
    No Coração da África Slideshow: Milton’s trip from Caracaraí, Roraima, Brasil to 2 cities Porto Alegre and Bukavu was created by TripAdvisor. See another Brasil slideshow. Create your own stunning free slideshow from your travel photos.

    Marek Cihar´s preview film about Congo

    CORNEILLE EWANGO ABOUT THE LANGUAGE OF GUNS

    THE ZOMBIE

    THE ZOMBIE
    By Milton Paulo de Oliveira

    Documentary on The Congo: BBC's An African Journey

    O jornalista Misha Glenny levou vários anos investigando corajosamente as redes de crimes.

    Dr. Seyi Oyesola. A África e o Médico